Liturgia
As Escrituras ganham sentido quando se encontram com o nosso mundo interior que não as conhece. Deus trabalha em nós e toca-nos através da experiência e das Escrituras - a Palavra de Deus. Desta forma, em oração, quando nos sentirmos tocados - ao sermos consolados ou, pelo contrário, perturbados, convém que nos detenhamos no sentimento que nos tocou. Trata-se de uma Teofania, uma forma que Deus usa para Se mostrar. Estamos em terreno sagrado, tal como Moisés se sentiu no Monte Sinai, diante do arbusto em chamas. Deus é espírito, invisível, intocável. Mas se estivermos atentos, podemos perceber o seu afecto em nós. Isto pode acontecer quando estamos em profunda desolação e procuramos no exterior: "Tem que haver mais alguma coisa do que isto". Pode acontecer-nos na comunhão e na alegria, como o caso de Pedro diante da Transfiguração ("que bom estarmos aqui; oxalá isto não acabe"). Pode acontecer em locais de oração como Fátima ou Lurdes ou onde quer que nos encontremos a rezar. Em qualquer dos casos, é um presente, uma Graça, uma promessa, a ponta do Véu que se levanta. Para muitas pessoas devotas, a ponta do Véu levanta-se em muito poucas ocasiões. O grande Místico João da Cruz escreveu: "O amor é o fruto da Fé, isto é, da escuridão".
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